2012

Documentário "A Ascensão do Dinheiro"

Confira o documentário "A Ascensão do Dinheiro", que está dividido em seis partes e conta com legenda em português. Para ativá-la basta clicar no botão "legenda" do player.


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História e tempo presente

Quando falamos em história geralmente temos o entendimento de que se trata de uma ciência voltada totalmente ao passado, dedicada a “resgatar” acontecimentos, memórias e grandes feitos. Esse é, de fato, o entendimento tradicional dessa ciência que por quase dois séculos está presente nos currículos escolar e acadêmico. Mas a história, pelo menos no seu entendimento contemporâneo, não é uma ciência apenas voltada ao “passado”. Na realidade ela só faz sentido se considerarmos o tempo presente da sua escrita, ou seja, o tempo do historiador, de suas escolhas, “subjetividades” e metodologias. Isso implica em considerar que, ao contrário do que poderíamos imaginar, não é o tempo presente que é o resultado acabado do passado, como se aquele fosse ema consequência de causas anteriores, mas, sobretudo, é o passado que é também uma construção do presente. É a partir da problematização feita pelo historiador, localizado no tempo e no espaço, que se coloca em movimento toda uma dinâmica de análise e construção do passado. Sem considerarmos o tempo/contexto do historiador não podemos entender porque determinada visão do passado é construída.

Assim sendo, a História só se justifica por falar, na “verdade”, do tempo presente. Daí sua importância social, sua possibilidade estratégica para posicionar uma crítica ao nosso tempo, às narrativas que construímos sobre a nossa cultura. É por isso que a História deve ser a ciência da desconstrução, que opera por desconfianças, que duvida sempre. É isso que possibilita que a História seja uma arma política mais afeita a nos interpelar pela mudança do que nos apaziguar. Desconfiar, por exemplo, das narrativas comunitaristas, que mais nos entorpecem do que nos dinamizam para o novo, para o desconforto das mudanças. Ver de outras maneiras o que temos por naturalizado, inconteste, esse é o desafio de uma narrativa histórica. É no campo das intervenções que o pensamento histórico pode nos mobilizar, nos instigar a pensar sobre com nos tornamos o que somos, nossas práticas sociais, comportamentos, maneiras de ver e construir o mundo.

É pela interpelação de seu próprio tempo que o historiador pode problematizar questões candentes, nucleares de seu próprio contexto. É uma questão do passado que passa sempre pela problematização do presente. Colocar aspas em grandes afirmações, andar pelo limiar de nosso próprio tempo, forçar a diferença, o novo, antídoto contra todo o discurso conservador, anedótico, tão comum às narrativas dedicadas a exaltar, a fazer odes, a construir heróis e tempos áureos. A História deve sempre se posicionar contra essas zonas de conforto da tradição, da mesmice, do enfadonho, de um passado idealizado para nos consolar da pobreza de nosso presente. Ao contrário disso tudo, a História deve ser o conhecimento que desconstrói, que afeta, que nos instabiliza e nos perturba. Numa palavra, nos transforma.

Mozart Linhares da Silva

CEU - Cooperação Economia UNISC


O que é CEU?
Um acordo de representação que esta sendo firmado entre os acadêmicos do nosso curso, devidamente legitimado e reconhecido pela UNISC, porem em uma organização de poder absolutamente cooperativa, pois nenhum de nos quer alienar sua capacidade de liderança a outrem, seja ele mais ou menos capaz. Propomos que exerçamos todos a representação do curso, por meio das nossas lideranças naturais, pois é certo que temos várias líderes que aparecem como sendo a cara do curso, mas temos muitos outros que nunca vão surgir enquanto não houver um ambiente positivamente incentivador para isso. Propomos uma organização que baseie-se em quando se tem uma ótima ideia compartilhar ela com o grupo, e transformar em realidade você mesmo com toda a ajuda possível dos colegas.

Por que superar a representação via DA?
Somos contra a representação da turma centralizada em algumas pessoas, que concentrariam a representação perante o Departamento da Economia, sendo assim bloqueando lideranças naturais do grupo. Os representantes do DA tendem a ser alunos que tem tempo disponível para dedicar a representação, além de ambição de ser “O Representante”, muitas vezes julgando-se mais que os outros por isso. O grande risco da forma representativa do DA, escolhido por voto, é termos a pior opção de representação legitimada por um ato democrático, algo que torna irreparável o possível erro, pois sim, se formássemos uma chapa de DA, ao menos 80% dos votos seriam absolutamente desinteressados, apenas para formalizar o alívio de alguém ter assumido a bronca... Não precisamos nos contentar com a democracia do incapaz, podemos muito mais, no DA são 5 ou 6 pessoas, cooperando somos 53 colegas trabalhando.

Por que vai dar certo?
Contextualizando nossa atual situação fica bem mais claro entender onde queremos chegar, pois somos um grupo de alunos coordenado por lideranças naturais, onde temos certa coesão de ideias, como observado no grupo do facebook; temos representação no colegiado acadêmico, assumido pela Stefani, que o faz muito bem levando demandas da turma; temos inovação, como o drive 4shared Ciências Econômicas Unisc – Salva Vidas; temos confecção de camiseta do curso, puxado pelo Jairo, temos pesquisa em todo o corpo discente para a realização dos Aulões da Economia, temos todo um movimento para o VivaUnisc onde diversos alunos se ofereceram para fazer acontecer. Resumindo, se tivermos alguém que organize festas já teremos feito muito mais que um DA faria neste tempo.

Como vai dar certo?
Precisamos de um grande esforço de coordenação que torne esta cooperação palpável às instituições externas a ela, pois o DECO precisa ter segurança de passar uma informação, ou solicitar ajuda, e ter certeza de atingir todos os alunos. Para tanto já cadastramos um e-mail, cooperacaoeconomiaunisc@gmail.com e um blogspot, cooperacaoeconomiaunisc.blogspot.com.br, onde precisamos de lideranças naturais para tornar estas duas ferramentas um meio de comunicação efetivo entre todos os alunos.

Faremos uma agenda anual contando com a ajuda de todos. Começando por estes itens:
Confecção de camiseta do curso,
Representação certa e programada nas reuniões de colegiado do curso,
Manutenção do Drive “Salva Vidas Ciências Econômicas UNISC” no 4shared,
Organização de festas internas,
Manutenção e integração online por meio do facebook e do blogger da CEU,
Auxilio e acompanhamento na organização dos Aulões da Economia.

Não precisamos subjugar nossa capacidade a qualquer forma de poder coercivo.

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